O conteúdo aqui exposto é desapegado de esmero acadêmico e sem filiação a movimentos.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
Paleo-Reforma do ensino médio: Prá'trasmente Falando!
Sabidamente este momento no
Brasil é do prá’trasmente falando”. Nas décadas de 1960 o Instituto Brasileiro de
Educação, Ciência e Cultura tinha o papel de promover melhorias na formação
científica dos alunos que ingressariam nas instituições de ensino superior,
assim formulando projetos para melhorar o ensino de ciências nas escolas de
nível básico. Com essa finalidade foram produzidos kits de Química que consistiam em realização
de experimentos. Também foram adquiridos pacotes de biologia e física.
A lei nº 5.692/71 estabeleceu o
ensino Clássico e o Científico direcionando aos que fariam um curso
universitário da área das humanidades como clássico e científico para as
carreiras de exatas. Ainda havia os que iriam para o ensino técnico, contabilidade e normal (magistério). No geral a
pessoa fazia o clássico ou científico e não ia para o ensino superior.
Esses kits, esses laboratórios,
esses intentos todos viraram na maioria das escolas um amontoado de caixas, de
armários museus dos quais os professores pouco ou nada serviam e foram
sucateados.
Essa ideia reinventada, com
argumentos de pragmatismo, flexibilidade e enxugamento é o velho assunto de conhecimento útil e
inútil ou utilitarista que pega vento num momento de comunicação muito acelerada e
que o professor e a educação parecem obsoletos, antiquados, velhos e
arcaicos.
No entanto,
nossos índices de leitura, compreensão e produção de textos são mais
dificultosas barreiras ao progresso da nação do que todas essas áreas, já que dependem da
linguagem em perfeito potencial. A paleo-reforma agrava o que ainda não se conseguiu resolver no Brasil que é o uso pleno da língua portuguesa. Daí a urgência utilitarista....formar cirurgicamente pessoas por sua área de aparente interesse. Anula-las precocemente, digamos!
Efeitos dessa
paleo-reforma?
- · Devemos concordar com Sindicatos de que um primeiro momento será redução de contratados, redução de turmas e escolas. Pode não ocorrer de imediato, mas a flexibilidade não será apenas curricular, será de todo o exercício docente intelectual e profissional.
- · Junte-se a isso o desejo do ensino médio ser progressivamente pago e não ser mais público. Ainda que sofra resistência é um nicho econômico importante para a colonização da educação pública por empresas educacionais nacionais e estrangeiras ávidas por esse mercado.
- · As escolas mais caras farão tudo que já fazem sem distinção, pois já seguem seus próprios preceitos e pouco importa isso de Lei. Porém, paras as classes trabalhadoras será o mínimo e restrito, para ascender, um estudante terá que buscar um ensino pago.
- · Quer-se integrar mais ensino médio com o técnico, ideia antiga, contraditória para esse tipo de pensamento que especializa a pessoa em funções.
As palavras utilizadas: engessar, camisa de força, enxugar, currículo extenso e
outras, estão alinhadas ideologicamente ao golpe da escola “Sem Partido”
e um mesmo anseio da década de 1960 de neutralidade da ciência. Conjugadas essas peças, mercado, Estado Mínimo, repressão política e pragmatismo, fecha-se a mente e por qual razão não precisa o Brasil de um Ministro de Educação.
Interessante dessa paleo-reforma é que ela alça exemplos mundiais como a
Finlândia e outros sistemas mundiais onde que tem ocorrido essa flexibilização.
Não tratam, contudo, de toda a gama de acessos, de avanços democráticos,
direitos e igualdade social já razoavelmente alcançado nesses países.
Enxugar, flexibilizar....Mendonça Filho que de bobo não tem nada vai
estabelecer isso por lei ou por medida provisória. Sem apoio de nenhum segmento
representativo dos educadores.
Não há nada de novo nesse tipo de tentativa de extrair lucro da educação
através de um sofisma não comprovado de que se ensina demais coisas não úteis
na escola.
E não vai dar certo, pois a educação no Brasil com todos seus problemas está mais forte e necessária que nunca! Cuidem-se Golpistas....a porrada é muito maior que vocês jamais viram!
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Educação no foco do golpe!
Primeira aula pós golpe: Hoje na aula de cidadania vamos ensinar a falar impeachment: Repitam comigo criançada!
...não foi golpe!
De novo!!!
não foi golpe....não foi golpe....não foi golpe!
Foi o que?!?!
immmpeeeeeachmennnnnnt!!
Joãozinho! Diga-me o que aconteceu em 2016!?
Sora! Foi golpe né!?!
Todo processo
ideológico de vitória do golpe deve passar também pela educação.
Uma das lutas que enfrentamos agora é o movimento de escola sem
partido.
Há ataques mais
letais que isso, afinal, é impossível realizar uma escola sem
partido, pois o que mais as pessoas irão ser estimuladas com a
proibição é buscar que fale disso nas catacumbas.
A escola fica sem
partido, as praças, associações e agremiações passam a fazer a
discussão onde queiram. Assim, a demanda da escola sem partido é
uma cortina de fumaça espessa.
Ataca nos mais é a
retirar o direito ao ensino médio gratuito. O ENEM, com sua
defeituosidades também pode sofrer alterações significativas, tal
como a politica de cotas entre outras.
Eles, no entanto,
não sabem ou não imaginam que a escola não é o foco da formação
cidadã, porque nunca foi, nunca será e quem tentar acreditar nisso
está professando alguma fé!
A cidadania na
escola é fruto da cidadania fora da escola e não o inverso como
muitos insistem depositar tarefa tão difícil no passado e
descomunalmente inviável no presente.
A cabeça desse
pessoal funciona acreditando que ensino de música na escola é
estritamente o canto orfeônico e a cidadania cantar o Hino Nacional
todas as manhãs. São vetustos e confundem a servidão religiosa
fundamentalista como padrão de domesticação para a escola.
Uma figura
emblemática nesse escopo é o falecido Cristovam Buarque, que a
título de tentar ser uma mistura de Paulo Freire com Florestan
Fernandes tornou-se um vazio descomunal que será rechaçado até por
aquilo que um dia teve um valor em si.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
2013 voltou???? Bolsonaro te espera!
![]() | |
MOVIMENTO FICA QUERIDA!! 21/04/2016 FOTO:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2016/04/fica-querida-ato-foi-espontaneo-em-sao.html |
Em 2013 os jovens
foram para a rua com todas as reivindicações possíveis. Alguns
críticos diziam de antagonismos intransponíveis caminhando juntos.
Um sopa geral e
contraditória, um tiro de escopeta, mas incapturáveis. Era quase um tese anarquista, não fosse avaliar quem se aproprio desse esforço.
Não queriam
partidos, não queriam lideres e não queriam a imprensa.
Começou por luta
por mobilidade e transporte público e avolumou-se em tamanho e anseios.
Era um movimento
“nosso” ou dos jovens sem donos.
Assim, sindicatos,
movimentos históricos, partidos de esquerda e qualquer
institucionalidade foram repudiados.
A presidenta e
demais governadores do Brasil tiveram as suas popularidades
rotundamente derrubadas.E desse patamar
favorável com muito custo saíram ou nem saíram. Para todos...só Dilma foi vítima.
Ainda com isso, a
Presidente Dilma venceu as eleições em 2014.
No interregno disso
tivemos a Copa em 2014 e Black Blocs animados desde 2013 e movimentos
urbanos diversos contestaram o feito mundial da Copa aproveitando a vitrina da mídia
e ensejaram mais desgastes exponencializados pela mídia corporativa
e golpista que regozijou ao ver a Presidente ser xingada por um bando
de ricos.
Eu sempre achei que
os herdeiros de 2013 e quem capitalizou 2013 e 2014 foi o fascismo,
extrema direita e os oportunistas de plantão.
Enquanto a mídia
corporativa brindava ser um movimento de desgaste ao Governo Federal,
também alimentava o apartidarismo cidadão.
Nesse bojo que Marina Silva surge como a supra-partidária, esperanças dos deserdados, musa da pureza a-política por "um Brasil só!"
Daí creio que surge
essas manifestações contra Dilma cujas nenhum partido expõe suas
bandeiras e nem sindicatos e movimentos de Direita. Tal fato é
comemorado como sendo um movimento isento de partidarismo e por isso,
ser uma cidadania de raiz dada sua desorganização. Houve até expusão de políticos do PSDB
em algumas manifestações.
Ser organizado e
institucionalizado politicamente passou a ser um vício e estar longe
disso tudo é uma virtude.
A moçada de 2013
está tentando corrigir esse desvio ideológicos de seus feitos sequestrados pelo fascismo. Perceberam que mesmo
sem serem partidários foram cooptados, capturados e apropriadas suas
conquistas, métodos e estética, mas foi colhido cirurgicamente de
seu conteúdo o GOLPE!
Os jovens de 2013
foram traídos! Sugados para dentro do Golpe. Homossexuais, minorias,
mulheres e todos que lutaram por ampliação democrática e de
direitos percebem com mais nitidez o que significa ser empurrado para
o lado de políticos como Bolsonaro.
Eu creio que a
praxis sem definir os preceitos, exigiu agora um correção de rota.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Vamos brincar de Golpe?
As
manifestações do dia 18 de março por todo o país demonstraram um
Brasil e ao Brasil sua força. Passo a passo foi sendo construído um
mal estar que junto com os recuos na economia e nos avanços sociais
fortaleceram a ideia de que o país ia acabar.
Há
mais de 12 anos que tenho a impressão que o país irá acabar na
segunda-feira. Tensionados ouvimos uma parte da mídia dizer que
quando estava bom, é que estava ruim, que quando estava melhor, é
que estava pior e que quando estava ruim, que o Brasil deveria fechar
suas portas e entregar para a Nestlẽ, Coca Cola...ou anexar o
território definitivamente aos EUA.
Os
amigos mais à esquerda organizados ou não recuavam em seu apoio e
por conta de que nunca acreditaram muito no que ia dar isso. Todos
atordoados com os sucessivos governos de coalizão, reformista e dos
acordos que foram engolindo os governos do PT/PMDB. Atordoados por
saberem que igualmente se mantinha toda estrutura capitalista
preexistente, mas algumas políticas sociais iam dando conta de
inserir uma parte significativa da população no consumo, no acesso
a atendimentos sociais e educativos.
Nesse meio tempo,
estava sendo urdido com ódio, rejeição, vingança um modo de mudar
isso que é pouco para muitos de nós., mas parece a eles algo ofensivo.
Definitivamente, uma
parte da elite econômica com poder de ação e disposição que até
a 2 anos atrás estava de mãos amarradas pela falta de propostas,
pela falta de um caminho melhor e por ter visto que para vencer
através dos votos ia ficando mais difícil se recolocar no poder,
anima-se a fazer por outro caminho.
Querem brincar de
Golpe! Só que acham que essas pessoas todas que não concordam com
isso irão para suas casas cordatas, quietinhas e inertes, brincando
de achar isso uma fatalidade inevitável.
Os focos de
violência, mal estar da mídia corporativa, dificuldades econômicas
e um judiciário partidário fazem um cenário apto para nossa
desistência. Contrariamente, as pessoas se uniram e não
estão dispostas a aceitar isso!
Essas pessoas que já
perceberam essa orquestração da maldade não estão mais em dúvida.
O problema do PT reformista e bonzinho já não é uma questão tão
preocupante.
Poderia ter feito
isso ou aquilo? Particularmente eu acho que se qualquer governo se
propusesse a fazer essa desejada ruptura, tal como na Venezuela ou
Argentina, iriam fazer isso que fazem com tanta força e desejo de
destruir, como vemos agora. E eu não sei se estávamos
suficientemente convencidos de assumir as penalidades da contrarrevolução.
Tenho impressão de
que estamos tendo um duro aprendizado de ver essa fraca democracia
brasileira, nos seus pequeninos avanços retroceder.
Noto apenas que
esses que são favoráveis ao Golpe e maquiam com a palavra
impeachment para dar um tom de legalidade fazem o que fazem por
profundo desconhecimento dos seus cidadãos. Andam em círculos tão
restritos que nem imaginam que Brasil e gente existe neste país.
É por profunda
distância, desconhecimento e cegueira fabricada que acham que podem
desistir da democracia em prol de garantir seus privilégios,
benesses e bonificações.
Querem estancar a
Lava Jato agora?! Agora que se percebe que não há anjos nesse
ambiente?
Fazem disso uma
fábula por ostentarem que seus pares irão ser capazes de
protegê-los e mantê-los incólumes.
Deverão saber que
se forçarem entrar nessa brincadeira, que eles não sabem aonde vai
dar, poderão perder mais do que já temem perder. Dão suas cartadas finais quando as nossas começaram a se
organizar!
segunda-feira, 14 de março de 2016
Anarquistas não apoiam Lula e o PT! Hein???
Primeiro deficientes, homossexuais, pobres, ciganos, migrantes, judeus...quase chegaram aos cristãos.....
A primeira coisa que
descobri sobre o anarquismo ao adotá-lo como pressuposto de vida é que o
anarquismo precisa de muitos adjetivos: federalista, pacifista,
cristão, coletivista, individualista, sindicalista....
Nada mais anarquista
do que uma produção em célula do Toyotismo, até os companheiros
cortarem o amigo menos produtivo.
Ou seja...anarquista
sem adjetivo é a mesma coisa que nada!
Reputam-se a alguns
anarquistas e há anarquistas que proferem: Nem PT e nem PSDB e
nem Estado Burguês e seus partidos!
Ontem, após visitar
uma pessoa que foi agredida por evangélicos na Praia de Tambau em
João Pessoa, uma das minhas suspeitas se confirmou.
O rapaz que fui
apoiar após a violência daqueles cristão e da polícia passou por
espancamento físico e moral desses religiosos e homens da lei por ter
vaiado um discurso homofóbico e mentiroso dizendo que no congresso
tem uma lei para que ser propicie gerar pessoas transgêneras.
- Uhhhh Mentira!
Mentira! Expressou o cidadão!
Veio um senhor com
uma camisa escrita Jesus é Família e deu nele uma cadeirada (plástico) que reagiu e empurrou o agressor! .....Pronto, dali foi ao chão
espancado, dali foi algemado, esmurrado, posto de cuecas por 3 horas
numa cela da Delegacia de Turista.
Os policiais falavam
que iam acabar com essa raça de gays petistas!
Minhas amigas e
amigos anti-estatais, anti-PT/PSDB/DEM/ etc etc
Meus amigxs que
falam que não existe mais isso de direita e esquerda, deviam ter visto os
hematomas, escoriações e dignidade estraçalhada dessa pessoa.
O Lula e o PT
deviam ter regulado a mídia!
O Lula e o PT
deviam ter cortado as asas do grande capital!
O Lula e o PT
deviam ter rompido com o PMDB!
O Lula e o PT
deviam ter taxados as riquezas!
O Lula, Dilma e o PT
deviam ter aproveitado o momento de popularidade alta e.............
Amiguinhos e
amiguinhas, também acho que devia ter ocorrido mudanças, antes,
durante e agora no Governo Dilma.
Não faço ideia se
foi o tal pacto com o capitalismo rentistas e industrial que acabou e
no acordo pedia para não mexer nisso ou além disso!? Se foi falta de
força!? Se foi covardia!? Ou se foi ingenuidade em acreditar que
democraticamente e com melhorias econômicas o povo saberia escolher
melhor seus caminhos!????
Divido minha análise
pueril em dois caminhos, a saber:
a) O Possível: O
que foi feito era o mínimo acordado, mais que isso se acabaria a
festa!
b) Por Gosto: Lula,
Dilma e o PT queriam que fosse assim mesmo, por gosto, desejo, falta
de coragem, por ser um partido burgues, por achar que o capital pode
ser equânime, por achar que revolução socialista é chata! E que o Brasil fosse entregue agora para os cães fascistas estraçalharem tudo!
Seja qual tese se
adotar, a possível e por gosto,
isso que surge nas ruas do dia 13/03/16 é o que?
isso que surge nas ruas do dia 13/03/16 é o que?
As pessoas de
pensamento conservador, fascistas, da sociedade da exclusão e de
reconcentração de capitais exponencial estão emponderadas para
destruir os direitos das afetividades, impor a família nuclear
papai mamãe, recuar nos direitos dos negros, dos excluídos, civis
e políticos em geral. Conquistas que antecedem o PT no poder e que parte delas sustentaram a chegada os PT aonde está!
Assim, pergunto aos
meus amigos e amigas anarquistas, de esquerda, esquerda da esquerda e éticos,
será que essa conduta e método do pessoal do impeachment, golpistas
e seus pares vai distinguir o pessoal de camisa vermelha, amarela,
preta, lilás....na hora que vierem com seus coturnos sobre nós???
Ontem, ao ver o
rapaz que passou nesse moedor de carne fascista, confirmo: nossas
divergências serão niveladas e todos seremos vítimas, pois já
estamos todos sendo considerados a “a raça petista!”..............
diga lá você o que quiser!
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Professor em formação ou criancinha babona!?
Estou estudando para
um conscurso. Neste estudo eu leio a legislação e pareceres sobre a
formação docente, a junção de uma teoria com a prática. Algo que
considere a cultura dos estudantes, que inclua a realidade da
sociedade numa praxis, seja por pesquisa, seja por projetos ou
vivências na sociedade.
Todos esses
pareceres são meritórios e a legislação deu um escopo para que se
mude a formação muito teórica isolada da prática, para que seja
mais teórica e inseparavelmente engajada na práxis.
Porém, meu tempo de
estudo nos últimos anos é a pedagogia anarquista, que como outras
pedagogias libertárias e a pedagogia original tratam da autonomia sem esses adjetivos redundantes.
Veja, precisamos de
uma legislação, que ciente da falta de democracia, de autonomia e
liberdade educacional nas escolas, universidades e outras comunidades
educativas são autoritárias ao ponto em que se tem que fazer um
documento Estatal que crie a palavra cidadania e cultura.
Eu respeito todos
esses teóricos, são sinceros, desesperados como eu sou, com
profusão no que lutam e horas de estudo. Entretanto, quando nós éramos
vítimas de professores desligados das suas tarefas fomos atrás de formar grupos de estudo
independentes do currículo, produzíamos textos para publicar num
jornal, fomos para militância estudantil e social, íamos para
congressos debatíamos nas plenárias e assembleias gerais, fazíamos
festas e provocações culturais, caminhadas e participávamos de
outros grupos e debates que existiam na universidade e ainda
oferecíamos oficinas e cursos para quem quisesse. Parávamos num
congresso e abríamos discussões para quem passasse nos corredores,
sem certificado, sem lista de presença.
Fazíamos tudo que era
formal, estudávamos tudo que era exigido e fazíamos tudo o mais que
surgisse que nos provocasse ação e pensar. Quando vejo essa provocação na legislação eu tenho vontade de mandar todos à merda!
Muito mais do que
essa legislação sobre formação docente e estágio pede hoje eu vi e fazíamos mais!
Tudo bem, essa
autonomia não nasceu de graça em mim e meus pares, mas quando vejo
uma legislação e pensamento teórico tentar criar isso, fica nítido
que a questão do exercício da democracia qualitativa nos obriga a
formalizar todas angustia.
As normas podem
ajudar o que fariam do mesmo jeito sem elas e serve para quem não
faria nada disso ser pressionado a fazer, mas não fazem porque a
sociedade é autoritária e toda essa crítica consistente da
formação acaba em si sendo autoritária.
Continuamos a tratar
professores em formação e em serviço como criancinhas babonas!
E vamos nós com o ensino obrigatório disso e daquilo sobrecarregando a escola de tarefas, desviando de sua luta por autonomia do sujeito
.......e a universidade formadora de professores? Usa de documentos formais e legislativo que são letras mortas para maioria dos cursos.
Quer ter uma formação autêntica e não ser tratado como criança babona!?
Mexa esse rabo e pare de esperar dessas leis, currículos e espasmos docentes..assuma tua autonomia intelectual!
Na teoria e na prática intensa....você é teu responsável intelectual!
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Educação, gênero e a pedagogia anarquista: basta de meticulizar a vida alheia!
Não sou estudioso
da educação em/de gênero. Apenas intuo que a masculinidade e
feminilidade são manchas oscilantes e que por motivos que desconheço
predominam ou são mais nítidas e expressas nas individuações.
É inescapável que
os educadores encontrem crianças e jovens em que essas oscilações,
despercebidas ou percebidas por elas e eles favoreça opressões,
auto-opressões ou uma feliz e incessante ignorância sobre esses
sentidos até que a vida bata na porta e exija limiares de saúde
afetiva para essas pessoas se sentirem em equilíbrio aos que lhe
oferece amor e cumplicidade.
Visitei a Escola
Summerhill e li algumas poucas coisas. Nesta visita que realizei em
2008 eu percebi um casal de meninas que se entre abraçavam
afetivamente. A Escola Summerhill escandalizou e escandaliza os
pedagogos até hoje, embora que ao longo do tempo seja mais careta
hoje do que foi no passado. Entretanto, nenhum estudante foi
engravidada por professores ou caso contrário.
Vivem em internato,
tomam banho naturista na piscina da escola e no passado as leis
educacionais não proibiam que as crianças e adolescentes dormissem
juntas. Num ambiente sem rigores do conservadorismo e do proibitivo
se sai muito melhor nessas condições do que nossas escola
impregnadas de falso moralismo, sexismo e machismo.
Serei banal, mas me
parece que quando você elimina a barreira do corpo intocado e
inatingível, pode oferecer mais saúde mental do que essa falsa
moral do corpo vestido. Sinto-me mais respeitoso e menos invasivo
numa área de naturismo do que numa praia ou shopping, onde todos
fingimos que não estamos desnudando todas as pessoas.
E quanto mais
opressor, mais religioso, mais moralista, pode se incorrer em mais
desejo e mais invasão do outro.
Algo que preocupa
Summerhill e a Escuela Paideia e certamente todas as escolas de
liberdade e democrática é como libertar o desejo do crime pelo
desejo escondido.
As meninas em
Summerhill se beijavam e nada havia de estranho ou notável. Nos
escritos dessa escola falam que quando alguém se enamora não
ocorrem achaques, comentários específicos sobre as aproximações,
julgamentos e condenação. Aceita-se a aproximação e isto
estabelecido reduz toda a carga de explicações e de parafernálias
conservadoras, inveja e outros sentimentos, que as vezes percebemos
como carinnho e atenção de nossos próximos, mas que no frigir dos
ovos são controles: Ahhhh! Você está com ela!!! Ahhhh! Vocês
estão namorando!! Como se esse tipo de comentário fosse fazer a
pessoa certificar publicamente que: Sim! Estamos!! E dali para frente
todos são marcados a ferro e brasa!
Nossas lutas pela
educação de/em gênero merece essa barra, pois entendo que designa
um processo, essas manchas de sentires onde a pessoa afetivamente irá
se abrigar. Essa ressalva é por considerar o que alguns dizem que
não nascemos com gênero definido e que parte de nossas identidades
são construídas socialmente, mais do que por individuação
autóctone. Somos o que somos pelo que os outros esperam de nós?
Creio que não é nem tanto para lá nem tanto para cá e
especialistas estariam mais balizados para oferecer direções mais
generosas do que meu pouco estudo permite até então.
Centro-me mais no
fato escolar que os professores, amigos e demais âmbitos societais,
tal como a escola devem preservar-se de comentários sobre as
aproximações. Embora o campo afetivo e a felicidade alheia seja
nosso desejo ou da maioria, esse tipo de acentuação, pequenas
fofocas, comentários e mexericos só no faz incidir em limitar a
liberdade alheia! Deixar as outras pessoas em paz em suas buscas, não
forçar certificações, ajustamentos e respostas aos outros como se
fossem cartórios que chancelam ou não as aproximações.
É importante
declarar que essa intromissão não é prova de ser afetivo, mas de
querer e exigir do outro um posicionamento, nem que seja o de
constrangimento. Antes da questão de gênero, respeito é bom,
gostamos e devemos preservar a intimidade dos outros!
Comentariozinhos não são provas de cuidado, mas de controle
dissimulado, parecendo afeto, mas não é! Não se meta onde não
está sendo chamado!
E por que a
pedagogia anarquista, assembleista, da autonomia do sujeito, em
liberdade ou de felicidade pode se arrogar essa posição? Porque os
processos educativos são prioritariamente de autoconhecimento antes
de acumulação banal de informações! Primeiro ser para depois ter!
Lógica que assusta aos conservadores e pais apavorados que acreditam
primeiro em ter para depois ser!
Em outras palavras, parem de meticulizar a vida alheia!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Opressões do corpo e da mulher!
A Escuela Paideia e suas educadoras falam que a escola e adultos fabricam muito medo nas crianças.
Medo dos espaços, dos lugares, das coisas ou o acentuam todos esses medos.
Então, uma das tarefas da pedagogia anarquista era não criar amedrontamentos, favorecendo a liberdade de meninos e meninas explorar toda a escola sem serem vigiadas, controladas e proibidas.
Assim, o projeto arquitetônico e organização da escola buscava eliminar todos os riscos de acidente e favorecia a exploração das crianças de todos o espaços.
Se subiam numa arvore, eram orientado sobre os efeitos da queda, mas não com atemorizações e interdições. Se caíssem eram acolhidos sem melindres até que entendessem os riscos, mas sem proibi-los de refazer o percurso e se acidentar. Deveriam saber do efeito.
Recentemente tive contato com a obra de Emmi Pikler (1902-1984) cujo seus alertas preconizam que o adulto tem a tarefa de criar uma relação de
confiança e interação com o bebê durante os principais cuidados (banho,
troca de fraldas, alimentação). Outra inquietação é que o espaço deverá ser organizado para
que o bebê possa se movimentar com mais liberdade desde muito cedo,defendendo isso proporcionar maior autonomia (a criança conquista cada posição por si
mesma na medida em que é capaz de manter sua postura) e melhor
desenvolvimento motor.
Ainda não estudei profundamente Pikler e quem me apresentou foi uma educadora Mayi Rizzo que está fazendo uma grande viagem pela América Latina buscando experiências de educação que lutam pela liberdade de seus métodos e propósitos educacionais não alicerçados nas regras estatais.
No caso da Escuela Paideia ocorreu uma ruptura na década de 1990, pois os educadores perceberam que os rapazes estavam com atitude machistas, soberba burguesa e sem considerar as mulheres da maneira com que lutam as feministas em seus direitos humanos.Também as crianças e jovens estavam desistindo das assembleias infato-juvenis e da comunidade escolar.
Tiveram que romper com pais e educadores proibir aulas extras à escola anarquista e reforçar ações de auto reconhecimento no espaço em que na escola não existisse ações e espacializações separadas por gênero.
As crianças já passavam 8 horas na escola e depois os pais tinham que destinar tempo de convívio a elas e não enfiar em maratonas preparatórias para a vida adulta.
Tal decisão foi criticada por alguns anarquistas, pois uma escola que proíbe que uma criança faça línguas estrangeiras, balé, dança flamenca e música era uma decisão autoritária.
A resposta dos educadores foi que os pais que quisessem colocar seus filhos em espaços opressores, distantes do assembleismo e que que só pudessem fazer tais aulas as pessoas com riquezas, que esses pais levassem essas crianças para a educação formal e estatal. Reforçando que se poderia fazer qualquer nova aula os estudantes, desde que todos pudessem fazer e que não fosse a renda da família que decidiria essas aulas externas, pois a função pedagógica da escola era dos professores e dos estudantes e não dos pais!
Educação equânime, sem distinção..ou todos se restringiam ou todos teriam acesso a essas aulas.
Os pais queriam o melhor da Escuela Paideia com o pior da educação bancária e competitiva. E centrar a decisão pedagógica fora do domínio e desejo dos pais era também para manter o projeto educativo sem essas ameaças amedrontadoras que queriam enfiar nas crianças e a na escola anarquista.
Resumo, uma escola anarquista não é fazer o que se quer e os primeiros interessados nos seus destinos são os educadores e o assembleismo. O que se faz na escola anarquista é o que se decide em conjunto na dialética do sujeito e coletivo naquilo que garanta acesso igual de direitos a todos, que é justamente o que a escola liberal preconiza contrario em suas práticas.
Todas as escola de liberdade sofrem essa pressão da educação bancária (rentista). E as reações pela liberdade acabam sendo interpretadas como autoritárias.
Emmi Pikler entra nisso nos alertando que a falta de autonomia motora ou sua anulação por pais super acelerados, sistematizados e planificados acabam por entregar crianças e comunidades educativas já castradas do seu próprio corpo, o que favorece os meninos buscarem as áreas amplas e as meninas os espaços miúdos e meticulosos, ambos mutuamente se amedrontando.
As mães e pais que querem seus filhos sendo educados em escolas de liberdade, começam com o parto humanizado e uma educação motora que gere autonomia, não basta enfiar numa creche com professoras amorosas, mas que compreendam que o desenvolvimento da autonomia do sujeito e de uma sociedade não sexista começa pelo corpo e sua liberdade de descoberta.
Por isso que Mayi Rizzo comentou em nossos diálogos que algumas escolas não estatais e auto intituladas alternativas, ainda continuam reproduzindo sujeito precocemente autoritários e não seria a partir de 4 anos que se romperia com isso, mas bem antes.
Nesse caso, as meninas são as mais castradas de seu corpo, se não pelos pais, pela família, pela creche e pela sociedade que vai dizendo em que lugar a menina deve ficar e que medos ela deve sentir.
sábado, 30 de janeiro de 2016
A incrível geração de homens que foi criada para continuar tapada.
Em diálogo com o
texto “A incrível geração de mulheres que foram criadas para ser
tudo o que o homem não quer” in:
http://meninasdesaltoaltooficial.blogspot.com.br/2015/11/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi.html,
tentarei dizer o que ainda piora nossa situação.
Não fomos criados
para querer essa mulher, embora nos atraia, nos intrigue, nos liberte
e permita uma relação de iguais em direitos e quereres.
Vemos uma mulher
livre e compreendemos essa liberdade que ela conquistou, achando
que isso também significa ser livre do afeto. Como já dávamos mal
bola para o afeto quando elas eram submissas, por que estaríamos melhor
agora do que antes?
Lembra-me isso um diálogo de uma personagem no filme “Invasões bárbaras”
quando ela diz que ainda estava com uma pulga atrás da orelha sobre
a liberação sexual feminina nos anos de 1960, se não era um plano machista a invenção da pílula para
apenas eles conseguirem transar com elas com menos responsabilidade ainda do que antes.
Enquanto as
mulheres, em parte, foram criadas para serem mais duras, determinadas
e donas de seus próprios narizes, nós homens acentuamos nossa
irresponsabilidade do cuidado, da companhia e da partilha.
Se a mulher não
precisa de proteção, de cerceamento, de clausura, de exclusividade,
para que então pensar em algo duradouro?
Não precisamos cuidá-las!?
Assim, quando um
certo tipo de mulher anterior foi educada a ser um eletrodoméstico e
chocadeira, essa que surge se cria para ser um ser humano em si.
Poderia digredir a
respeito do capitalismo e a opressão que antes se pautava sobre o
operário e a mulher vivia num mundo doméstico e protegida das
agruras externas. No entanto, mesmo naquela época e atualmente o
índice de suicídio entre os homens ainda é superior em dobro ao das
mulheres. O crescimento da mulher não reduziu o desemparo anterior.
Essa mulher que no passado foi
criada para largar tudo que fazia para ir viver com um homem ou como
me disse uma “chega de ir atrás de macho!” se esse outro
possível homem desejar ir atrás dela e fazer o contraponto, estará
tão despreparada para aceitá-lo quanto respeitá-lo.
Um homem que deseja
ser de casa é uma aberração. O mundo doméstico é sempre
submissão, desmerecimento, descrédito e falta de ambição. Um
homem nessa posição não é desejado.
Mulheres dessa
geração, em parte, querem e queriam filhos, mas não criá-los
sozinhas, pois já são da geração criada unicamente por suas mães e
bem sabem que isso é uma sociedade de amazonas involuntárias.
Enquanto essa
geração de mulheres foi criada para o mundo externo, para a
realização profissional o seu o campo afetivo ficou em parte
esperando um homem preparado para isso, quando nem para “aquilo”
esteve preparado.
O que essa mulher
faria se um homem dissesse: Vou contigo! Entrego meu tempo e partilha
para ir nessa tua vida! Este tipo de homem masculino não é mais???
Não estamos
preparados para essa mulher, pois nunca estivemos para nenhuma outra
e estamos condenados à solidão, superficialidades afetivas, sexismo
sem culpa e ficar olhando essa sociedade de Amazonas Involuntárias
evoluírem, se recriarem, reinventarem e nos deixando cada vez mais
longe de um amadurecimento afetivo honesto.
Lamento dizer, mas as mulheres conseguiram aprender a viver sem a
necessidade financeira de um idiota ou menos idiota, mas nós não melhoramos muito
para que vocês nos queiram e as mereçamos!
Respondendo, se me
permite a autora: Não temos direito de não as querer, pois
simplesmente não as merecemos!
Nossa lição de casa ainda está a ser feita.... ou parodiando Mestre Doci...""as mulheres mudaram o software, mas a placa mãe ainda não foi trocada"".... e eu complemento.... enquanto nós homens ainda escrevemos a lápis sem borracha, molhando as pontas dos dedos com cuspe para apagar nossas mazelas como faziam os meninos preguiçosos nas décadas passadas de minha infância.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Estágio Supervisionado e a racionalidade Pŕatica: 1000 horas de mentira, não a tornará uma verdade!
No início da graduação em licenciatura eu sempre olhei com distância a disciplina prática de ensino. Achava algo fácil e tangível, até mesmo banal.
Eu já era professor antes de sê-lo, mas era um erro.
Minha graduação foi lacunosa no que tange à didática e práticas de ensino. O máximo que vi de esforço para uma prática de ensino foi fazer maquetes de isopor de relevo.
Nunca tive uma aula que falasse como trabalhar com jovens e adultos sobre geologia, vegetação, clima e até mesmo os assuntos sociais e políticos.
Em congressos eu tive mais aproveitamento de prática de ensino de que todas as aulas sobre o assuno.
Em 2002, o parecer do Conselho Nacional de Educação efetiva a critica da formação centrada na Racionalidade
Técnica para a Racionalidade Prática, sendo o eixo a mudança da forma e das horas de realizar o Estágio
Curricular Supervisionado.
Aprendi no entanto, que a reforma não estava na reforma formal e nos pareceres, diretrizes e leis. Se o processo não fosse tomado como projeto nas graduações, os estágio supervisionado continuaria a ser uma garrafa de náufragos para uns e nulo para outros.
A docência é um casamento em navio de emigrantes, que os parentes casam seus jovens para que os dois se estabeleçam no novo país.
Uns descobriram o amor e farão suas vidas, outros ligarão o automático e seguirão felizes ou não.
A docência não está na formação? A docência e seu empenho está na qualificação técnica ou prática?
Ou é o estigma do sacerdócio!?
Os especialistas acharam que ao fazer a ampliação e distribuição do estágio supervisionado, rompendo com a lógica do 3 +1, iriam mudar a rota da formação docente.
Ser professor depende de pesquisa permanente, que está acima de leis, que depende de intelectualização, de pró-atividade, de projeto político.
Enquanto os especialistas acharem que ganhado na legislação se ganha na práxis estaremos fadados a mentiras nas graduações.
Nenhuma legislação educacional se faz sem um aprofundamento político da legislação.
O estágio supervisionado obrigatório, poderia ser a metade do tempo antes do parecer, 100 horas ou 50 h que fosse, sem ser um mentira.
1000 horas de mentira, não fará o estágio supervisionado se tornar verdadeiro!
sábado, 16 de janeiro de 2016
Mayi Rizzo uma viagem pela educação alternativa da América latina e um beijo nas mulheres! Conquistando Cotas de Liberdade!
Mayi Rizzo é uma pedagoga argentina que após 10 anos de docência amorosa e dedicada, decidiu colocar o pé na estrada e viajar pela América Latina coletando experiências de educação alternativa.
No face dela se poderá acompanhar seus caminhos, trajetos e postagens em Pupo Cine Viajera.
Partindo de Mendoza (ARG) em abril de 2015 está prevendo chegar até o México e retornar pela costa oeste da América do Sul.
Para isso, adaptou um carro com cama e cozinha e está fazendo isso.
Em João Pessoa ela esteve na Escola Viva Olho do Tempo que trabalha o contraturno da escola integral na área ruro-urbana da cidade e às margens do Vale do Gramame. Visitou a o assentamento Zumbi dos Palmares-Mari para localizar as experiências da escola que construíram com a vivências do Movimento dos Sem Terra e sua pedagogia.
Mayi diz que gosta de todas as experiências e busca entender o que se entende por alternativa nessa educação.
Um de seus pontos de partida da educação é a Emmi Pikler:
“Enquanto aprende a contorcer o abdômen,
rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está
aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele
aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a
tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a
conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado
de sua paciência e persistência.”
Neste sentido, Mayi avalia que parte de nossos esforços de educadores antiautoritários começa antes dos 7 anos, ou seja, a autonomia psicomotora tal como a intelectual não podem ser desassociadas e nem retardadas.
Tal como o machismo, preconceito, xenofobia e outras mazelas sociais devem ser trabalhadas de algum modo, bem antes dos 7 anos, também a psicomotricidade não deve ser roubada das crianças com os exageros de afetos superprotetores do corpo, inclusive da anulação das meninas de seu corpo.
Assim, o mais importante da viagem da Mayi Rizzo, além de suas buscas pessoais, afetivas, existenciais, são as mulheres que esbarram com ela e que ficam muito felizes com os olhos cheios de gratidão e generosidade, ao menos as que eu vi.
Sororidade, amor e apoio feminino.
Ela faz uma pesquisa assistemática, sem ligação com pós-graduação ou com objetivos precisos do que acontecerá depois disso. Uma pesquisadora e tanto.
Juntado a pedagogia, o cinema e a viagem...vendendo seus ímãs de geladeira e aberta a conhecer. Uma Guarani????
Ei!..Enquanto ficamos ronroneando a vida....vai a moça argentina descobrir-se e nos ajudar a nos descobrir.....hoje parte para Natal..Ceará.....Belém..Venezuela.....
Mayi Rizzo
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